segunda-feira, 10 de setembro de 2007
entendi tudo agora
- já não estou tão certo. mas você tem razão, não cometamos a antiga tolice de potenciar o futuro, já bastante futuro estragado para sempre trago acumulado na cidade e fora da cidade e em cada poro. sabe, você me dá uma espécie de felicidade funcional, de razoável humanidade cotidiana, e é muito, e eu o devo só a você que é como um cavalinho cheiroso. mas há momentos em que me sinto o único, em que os tabus da raça me mostram as pinças; então penso que estou procedendo mal, que te coisifico, se você me permite o termo, que abuso de tua alegria, ponho-te aqui e te afasto, te cubro e te descubro, te levo comigo para depois te deixar cair quando é hora de ficar triste ou ficar sozinho. e você em compensação nunca fez de mim um objeto, a menos que no fundo tenha pena de mim e me conserve como uma boa ação cotidiana, teu mérito de bandeirante ou algo assim no gênero.
-mas não tenho pena de você, meu filho. uma COISA não pode ter pena de um HOMEM.
[peguei na cesta indie.]
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Going Out With Heavy Trash - Heavy Trash
Heavy Trash, pra quem não sabe, é a nova banda do Jon Spencer (aquele do Blues Explosion). Então, obviamente, recomendo para todos os fãs de sua antiga banda. Aquele vocal singular, aquelas guitarras maravilhosamente bem feitas e completamente malucas, o peso e a agressividade continuam lá. O que mudou de verdade foi uma puxada Rockabilly muito maior e mais perceptível, em especial no primeiro disco. Já nesse segundo os caras estão um pouco menos agarrado naquela idéia tradicional de Rockabilly, e um pouco mais malucões e criativos. É bem perceptível também a influencia do Folk tradicional americano e, é claro, do R&B. E o legal é que os caras conseguiram misturar esse tanto de coisa de um jeito maluco, muito peculiar, e fazer com isso um disco muito bom.
http://216.69.135.140/MP3Players/HeavyTrash/HeavyTrashWimpy.html
Banda: Heavy Trash
Disco: Going Out With Heavy Trash
Ano: 2007
Yep Yop Records
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Música Nova Para as Crianças #2
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
pobre só voa quando explode o barraco.

edit: uns links que tem a ver com o assunto:
"andou de moto"; "apartidarismo" e, pra quem não conhece, o genial Hariovaldo News.
domingo, 2 de setembro de 2007
Música Nova Para as Crianças #1
Uma série que pretendo fazer em 10 números, com discos que descobri zanzando por aí e psicopatando o Last.fm dos outros. Alguns deles estão à venda por módicos dez dólares, outros você não acha mais. Não importa, ninguém vai reclamar deles aqui quando as mesmas músicas estão mais do que disponíveis pelo BitTorrent e Soulseek.
Fato é, a maioria dos jornalistas que escreve sobre música também lê o Pitchfork, e escolhe o que está bombando na gringolândia pra reafirmar que é "genial". Mas independente disso, só mesmo comendo muito esterco pra dizer que qualquer coisa gravada pelo Be Your Own Pet é mais necessária que o último do Bob Dylan. Então é hora de recomendar coisas bacanas, que não estão na Ilustrada e provavelmente nunca vão tocar no Leeds Festival - bem, eu espero que toquem já que o dinheiro garante que vão continuar fazendo boa música.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Para mim o conceito de "morte rock and roll" é uma mistura de 1. o quanto eu gostaria de ter essa morte (sendo que quanto mais eu invejar a morte, mais rock and roll ela é) 2. quantos % do corpo do morto sobraram para o enterro e 3. a motivação da morte (i.e. suicídio é a coisa mais não-rock-and-roll do mundo).
Sendo assim, vejamos as 5 mortes mais rock and roll da história do rock:
5. Karen Carpenter (The Carpenters) - Anorexia
Karen Anne Carpenter e seu irmão Richard formavam a dupla perfeita da música pop: brancos, cristãos, afinados, fofinhos, eles eram tudo que a música pop queria nos anos 1970. No entanto, o que parecia um sonho de ternura escondia uma mulher de verdade, com anseios e problemas que a sociedade americana daquela época não estava disposta a expôr na mídia. Sua morte em 1975, provocada por um distúrbio alimentar, forçou um debate sobre o tema, justo em uma época em que as dietas milagrosas comandavam. O problema persiste até hoje, e o caso Carpenter entrou para a história do rock como um dos mais chocantes relatos de contraste entre a imagem do artista e sua vida real, além de ser um exemplo trágico do que o sucesso pode fazer com as pessoas.
4. Richie Valens, Big Bopper & Buddy Holly - Acidente de avião
O episódio que ficou imortalizado na canção de Don McLean como "o dia em que a música morreu" foi um dos maiores traumas da história do rock e pode ser considerado um marco divisório entre a fase inicial do rock romântico e inocente dos anos 1950 com o rock sarcástico e realista da primeira metade dos anos 1960.
No dia 3 de Fevereiro de 1959, em Clear Lake, Iowa, um pequeno avião caiu em meio a uma forte tempestade. Dentro viajavam, além do piloto Roger Peterson, os rockeiros Charles Hardin Holley, Richard Steven Valenzuela e Jiles Perry Richardson Jr., três ídolos da juventude naquela época e que tiveram suas carreiras todas interrompidas ao mesmo tempo, graças ao péssimo planejamento da turnê "The Winter Dance Party", que marcou shows em 24 cidades sem se preocupar com a ordem em que eles iriam acontecer. Por causa disso, os artistas tinham que viajar longas distâncias em um ônibus com aquecimento quebrado. Logo no início da turnê, o baterista Carl Bunch teve os pés congelados e foi hospitalizado.
Com o saco cheio de passar frio no ônibus, Buddy Holly e banda decidiram contratar um avião para viajar até a próxima cidade da turnê. Antes da viagem, ambos os integrantes da banda se safaram da morte trocando seus lugares por dois outros headliners da turnê: Waylon Jennings cedeu seu lugar a um gripado Big Bopper, enquanto Ritchie Valens, que nunca tinha viajado de avião, conseguiu ficar com o lugar de Tommy Allsup no avião, em um prosaico cara-ou-coroa. O outro cantor principal da turnê, Dion DiMucci, da banda Dion & the Belmonts, também foi convidado por Buddy Holly a viajar no avião, mas ficou com vergonha de pagar $36 dólares pela viagem. Sua humildade, a gentileza de Jennings e o azar de Allsup acabaram matando, sem querer, os três ídolos juvenis e marcando para sempre a trajetória do rock and roll.
3. Marvin Gaye - Assassinado pelo próprio pai
Durante os anos 60, Marvin Gaye foi o maior cantor da gravadora Motown, emplacando sucessos como "I heard it through the grapevine" e "Ain´t no mountain high enough". No entanto, sempre antenado com seu tempo, no final dos anos 60 Gaye ficou entediado com o sistema Motown de fazer música - regras estritas que criavam hits garantidos no rádio. Em 1971, contrariando crítica, público, amigos e patrões, lançou um disco genial chamado "What´s Going On", um marco na música pop que definiu de uma vez por todas a vocação da soul music e do funk ao comentário social e a temas mais maduros, ao invés do mesmo baby-eu-te-amo de sempre. Gaye teve uma vida conturbada, cheia de altos (vários hits, milhões de discos vendidos) e baixos (a morte de sua parceira Tammi Terrell em 1970, o divórcio em 1978, a falência total em 1979). Em 1983, fez sua última turnê pelos EUA, e então refugiou-se na casa dos pais, lutando contra a depressão e as drogas. Apesar de tudo isso, e das várias tentativas de suicídio, Gaye morreu em 1984, assassinado a tiros, dentro de casa, pelo próprio pai, durante uma briga sobre os negócios da família.
2. Mark Sandman (Morphine) - Ataque cardíaco em pleno palco
Na verdade essa lista nasceu porque eu estava pensando em como deve ser paia morrer velho, com esclerose múltipla, em coma... e que deve ser muito mais doido fazendo alguma coisa que você gosta muito. Então eu me lembrei do Mark Sandman. Morrer de ataque cardíado é uma coisa. Morrer de ataque cardíaco no meio de um show, é outra. Ele tinha 47 anos de idade, e provavelmente fumava, cheirava, bebia e tudo mais. Foi uma morte digna, de guerreiro: tombar no campo de batalha durante o combate. Poucas pessoas podem se dar ao luxo de morrer como viveram.
1. John Entwistle (The Who) - Overdose aos 57
Só tem uma coisa mais rock and roll do que morrer de ataque cardíaco no meio de um show aos 47 anos - morrer de overdose aos 57 anos com duas putas em um hotel de Las Vegas. Durante toda sua carreira, Entwhistle era "aquele baixista quietinho do Who que nunca fala nada e fica o show inteiro paradão". Obviamente, apenas fãs idiotas pensavam isso. Entwhistle era um porra louca como outro qualquer, fazia shows fantasiado de caveira e ainda mandava aquela voz de capetão em "Summertime Blues" e "Boris the Spider". Além disso, tinha mais de 200 baixos, e tocava com uma distorção que muitas bandas de metal teriam medo de usar. Sua morte é um exemplo para todos nós, que esperamos morrer antes de ficarmos velhos. Ele, com certeza, conseguiu!
Nota do editor: essa lista é obviamente uma grande baboseira, como toda lista sempre é... se você discorda ou tem sugestões de mortes mais rock and roll, deixe um comentário!!
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Flickr, My very best of
Quando o Photolog se popularizou por essas bandas, em meados de 2oo2, eu costumava a freqüentá-lo pra ver fotos bacanas feitas por fotógrafos profissionais - e também de algumas garotas com ego gigantesco e, hmm, algum talento. A coisa foi virando febre, o serviço piorou, o site ficou cheio de anúncios e pouco a pouco os bons fotógrafos foram abandonando o inferno que tinha se estabelecido por lá. As garotas, ao contrário foram aumentando em quantidade e variedade e o Photolog virou um grande espaço pra paquerar e fazer rasgação de seda, como eu pude comprovar durante o ano que usei a lan-house aqui do lado.
Pra felicidade geral outro serviço, o Flickr, voltou a ser usado por bons fotógrafos. Eu já freqüentava o blog do site pra ver os destaques por lá, e também as galerias de alguns amigos e conhecidos. Desde que eu comprei minha pequena e insignificante Canon Powershot A540 fiz uma conta lá pra ir postando minhas fotos enquanto aprendo alguma coisa. O Flickr é muito mais funcional pra isso do que o Photolog em grande parte devido aos grupos, comunidades enfocando estilos e temas fotográficos onde há um pequeno fórum e uma "pool" onde os membros podem ir jogando suas fotos - de acordo com certos critérios. Isso permite que você possa escolher que tipo de fotografia deseja ver e também submeter as suas à avaliação de terceiros, que geralmente dão alguns conselhos interessantes.
Como também é possível adicionar membros como "contatos" e acompanhar todas as novas fotos postadas por eles, você sempre pode acompanhar aqueles que você considera que valem à pena.
E, pra mim pelo menos, outra grande vantagem do Flickr é que ele tem um caráter realmente global. É possivel encontrar boas galerias de pessoas de qualquer cultura e religião do mundo. A título de exemplo, eu acompanho alguns japoneses, um , chineses, dois paquistaneses, um brasileiro que mora na Tailândia, um indiano sikh(!), um iraniano, e por aí vai. A maioria deles fotografa bem, mas o que me interessa mesmo é ter alguma noção do que eles vivem por lá, a maneira que vêem o mundo - e outras afetações antropólogicas, blablablabla.
Segue uma amostra do que me empolga no Flickr, seja pela qualidade da fotos, seja pelo conteúdo.
Tatiana Cardeal
http://flickr.com/photos/tatianacardeal/
Astrocruzan
http://www.flickr.com/photos/cruzan/
Felipe Magalhães
http://www.flickr.com/photos/felmagalhaes/
Tetsuya Kusuyama
http://www.flickr.com/photos/slashstyle/
Snjezana Josipovic
http://www.flickr.com/photos/snjezanaj/
SakSak
http://www.flickr.com/photos/saksak/
Alexandre Magalhães
http://www.flickr.com/photos/alexmagalhaes/
Puja Parakh
http://www.flickr.com/photos/puja/
Chieska Fortune
http://flickr.com/photos/smallfortune/


